
A broca-da-cana (Diatraea saccharalis) é considerada uma das pragas mais importantes da canavicultura. Sua presença causa prejuízos significativos, tanto na produtividade da lavoura quanto na qualidade industrial da cana colhida.
Como a praga age
A fase mais preocupante do inseto é a da lagarta, que perfura os colmos e abre galerias no interior da planta. Isso resulta em perda de vigor, quebra dos colmos e redução do perfilhamento. Além disso, os orifícios formados funcionam como porta de entrada para doenças, como a podridão vermelha (Colletotrichum falcatum), que acaba agravando as perdas.
Impactos na produção
Além da queda de produtividade, a broca interfere diretamente na qualidade da matéria-prima. Ocorre a redução do teor de sacarose, aumento da quantidade de fibras e diminuição da pureza do caldo, trazendo consequências diretas para o processo industrial e para a rentabilidade do produtor.
Monitoramento e tomada de decisão
O acompanhamento da infestação deve ser constante. A observação de orifícios nos colmos e a instalação de armadilhas para captura de mariposas são práticas importantes para definir o momento de agir. Em geral, a partir de 5% de infestação já é recomendado iniciar medidas de controle, pois o risco de prejuízo econômico aumenta consideravelmente.
Manejo integrado
A experiência do setor mostra que a forma mais eficiente de enfrentar a broca é por meio do Manejo Integrado de Pragas (MIP), que combina diferentes estratégias:
- Controle biológico: o uso da vespa Cotesia flavipes é o método mais difundido e eficiente. Ela parasita as lagartas da broca, ajudando a reduzir a população da praga de forma sustentável.
- Práticas culturais: a eliminação de soqueiras velhas, a utilização de variedades mais tolerantes e o manejo correto da colheita ajudam a diminuir a infestação.
- Controle químico: é utilizado em casos pontuais, devido ao custo e à dificuldade de atingir a lagarta dentro do colmo.
Conclusão
A broca-da-cana continua sendo um dos principais desafios do setor, exigindo atenção e estratégias bem planejadas. O sucesso do controle depende do monitoramento constante e do uso integrado das ferramentas disponíveis. Como exemplo, o controle biológico é uma importante parte da estratégia de redução da praga, mantendo sua presença abaixo dos níveis de dano econômico.
Vinicius Jesus da Silva – Técnico em Agropecuária do Departamento Técnico da Socicana
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