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Etanol de cana evita a emissão de mais de 550 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera

O etanol de cana-de-açúcar é um dos combustíveis com menor pegada de carbono no mundo. Segundo uma pesquisa realizada pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), de março de 2003 a abril de 2021, o consumo de etanol (anidro e hidratado) no Brasil evitou a emissão de mais de 556 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

O volume divulgado pela UNICA equivale às emissões somadas de Argentina, Venezuela, Chile, Colômbia, Uruguai e Paraguai. O levantamento foi realizado com base na metodologia de aferição de emissões estabelecida pelo RenovaBio e em dados publicados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Se comparado com a gasolina, que é derivada do petróleo (combustível fóssil), o etanol proporciona uma redução de 90% de gases de efeito estufa (GEE). Além da redução de GEE, o biocombustível também diminui a emissão de monóxido de carbono em até 20%, uma porcentagem que pode variar de automóvel para automóvel, dependendo da calibração de cada motor.

Não é só o meio ambiente que ganha com a utilização do etanol. O uso do etanol de cana elimina 98% de partículas poluentes em relação ao uso da gasolina e diesel, e, 99% na emissão de hidrocarbonetos tóxicos, como o benzeno, e hidrocarbonetos poliaromáticos, presentes do diesel, que são componentes químicos cancerígenos.

Outra característica importante do etanol de cana é que, por se tratar de um produto de baixa toxicidade, além de ser biodegradável (que se decompõe no meio ambiente em um curto período de tempo), causa menos impacto ambiental, caso ocorra algum acidente com o automóvel, como derramamento de combustível.

Sobre o RenovaBio: Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), que foi instituída pela Lei 13.576/2017 e tem como principal objetivo ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz de transportes brasileira. O programa é baseado na previsibilidade e na sustentabilidade econômica, ambiental e social. Contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, é uma política de Estado de descarbonização do transporte e está alinhado com os compromissos firmados pelo país, na Conferência do Clima, em Paris.