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Prejuízo no campo: ano de inverno mais seco é terreno fértil para incêndios

É possível evitar os transtornos, mas é preciso agir agora

O grande número de incêndios em canaviais, em toda a região, dá uma amostra dos riscos que o produtor enfrenta nesta época do ano, devido à falta de chuvas e à baixa umidade relativa do ar. Como se não bastasse a ocorrência de fogo acidental, existem ainda ações criminosas. “Já existe um trabalho grande entre os produtores rurais e a Polícia Militar para identificar quem age de forma criminosa. O produtor não coloca fogo na cana. Os incêndios são, na sua maioria, criminosos. Há ainda a questão do lixo descartado em área de cana, trazendo riscos. Com o trabalho de sustentabilidade que fazemos, o produtor é o primeiro interessado em prevenir o incêndio.” Esta foi a fala de Bruno Rangel Geraldo Martins, presidente da Socicana, em entrevista à 101 FM. A emissora de Jaboticabal veiculou reportagem sobre um incêndio próximo à cidade e a campanha de prevenção.

Saiba o que fazer

Para reduzir os danos, a Socicana tem agido fortemente na orientação aos produtores, quanto à prevenção. O que fica claro é a importância das práticas no campo, no dia a dia da propriedade, com a ajuda de colaboradores e vizinhos. Para saber o que fazer, o produtor conta com uma série de materiais com orientações, todos disponíveis no site da Socicana (acesse ww.socicana.com.br/incendio ou use o QR Code no final desta matéria). Entre os conteúdos, estão: cartilha de prevenção; curso on-line, em formato de vídeo e bastante didático; telefones das brigadas de incêndio das usinas; vídeos ilustrativos.

“A cartilha de prevenção traz a importância de manter os aceiros com medidas adequadas e sempre muito limpos. É necessário ainda manter obstáculos limitadores de acesso ao canavial, que dificultem a presença de pessoas mal-intencionadas”, alertou Dra. Marta Santos, gerente do Departamento Jurídico. E tão importante quanto prevenir é provar que tomou as medidas de prevenção. “Fotografar tudo: placas dos caminhões-pipa da brigada de incêndio, tratores, etc. Tem que atuar e documentar”, enfatizou Marta.

Em junho, a Associação promoveu também uma videoconferência (disponível em seu canal no YouTube – veja QR Code no final da matéria). Na oportunidade, o superintendente da Socicana, Rafael Bordonal Kalaki, falou da disposição da equipe em contribuir com o associado. “Produtores, não fiquem com dúvida. Entrem em contato com a Socicana, pois nossa equipe poderá orientar para que tenham uma ótima colheita e para que sua propriedade ou as vizinhas não sofram os prejuízos causados por um incêndio”, destacou.

Mônika Bergamaschi, presidente do Conselho Diretor da Abag/RP, falou de um dos grandes desafios de 2020. “Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o inverno será mais seco do que no ano anterior e, portanto, os riscos são maiores”, apontou. A Abag contratou a Somar Meteorologia para identificar as áreas mais vulneráveis. Além da internet, os mapas serão exibidos na EPTV de Ribeirão Preto, São Carlos e Campinas. “Educação é a base de todo processo para galgar patamares mais altos. Outro ponto importante a destacar é a coragem para denunciar. É preciso denunciar pessoas suspeitas nas propriedades”, concluiu Mônika.

Agir rápido é vital

A advogada da Socicana, Dra. Elaine Maduro Costa, orienta para a necessidade de preparar os colaboradores, que deverão manter-se atentos e prontos para agir o mais rápido possível em caso de necessidade. “Os colaboradores devem saber quais brigadas acionar, para onde telefonar, quem avisar. As campanhas de prevenção têm surtido efeito. Os focos aumentaram, mas os danos estão menores porque as brigadas contra incêndio estão bem preparadas”, salientou.

A Associação mantém ainda um celular para orientar os associados e informar, a qualquer hora, qual a brigada mais próxima à área que pegou fogo: (16) 99740-6107. “Produtores, usem os serviços jurídicos e técnicos da Socicana. A Associação mede os aceiros, orienta como proceder em caso da necessidade de combate ao fogo e também na defesa de uma possível autuação. Documentem tudo o que puderem”, conclui.