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Perspectivas Meteorológicas

Vai chover quando?

A tarde da quinta-feira, dia 19 de setembro, foi de expectativa para os produtores, que acompanharam, no auditório da Socicana, em Guariba, a palestra de Celso Oliveira, da Somar Meteorologia. Todos tinham basicamente a mesma pergunta: como serão as chuvas? Celso apresentou o cenário que os pesquisadores veem para os próximos meses e afirmou que teremos chuva a partir da próxima semana, mas não ainda de forma regular.

“Mesmo no inverno, foram comuns temperaturas elevadas. O calor que aconteceu nas últimas semanas costuma ser comum no final do inverno, início de primavera, quando as chuvas ainda são raras”, comentou Celso. Segundo ele, há dois anos também tivemos calor durante boa parte do mês de setembro. “É claro que se compararmos com a média dos últimos 30 anos, a temperatura está mais elevada. Embora aconteça calor, isto não é visto obrigatoriamente todos os anos. Em 2018, por exemplo, não tivemos calor na primavera”, completou Celso.

O meteorologista disse que o fato de setembro ter sido tão quente justifica-se pelo fenômeno El Niño. “Como há um atraso entre o que acontece com a temperatura do Pacífico e os efeitos na atmosfera, era de se esperar um fim de inverno e início de primavera com calor.” Ele disse ainda que pelas previsões, a chuva pode vir na última semana do mês, mas passa a ter regularidade só em meados de outubro.

“Ou seja, a chuva não vai demorar a acontecer e, junto com ela, esperam-se temperaturas mais baixas. A diferença entre este ano e o ano passado, é que no ano passado, a chuva regularizou muito rapidamente, deixando a temperatura baixa. Neste ano, a chuva ainda virá alternada com períodos de tempo seco e temperaturas elevadas até pelo menos o mês de outubro”, informou na palestra.

Como serão as temperaturas no verão?

Celso fala que apesar da primavera quente, o verão não será obrigatoriamente tão quente. “Isto depende da temperatura do Pacífico. Como o El Niño acabou de finalizar e há expectativa de águas um pouco mais frias que o normal, o verão poderá ser menos quente. A tendência é de que ele não seja tão quente como o observado no final de 2018, início de 2019”, informou.

Ele lembra que o déficit hídrico em Jaboticabal tem sido grande. “A única chuva forte registrada (acima dos 10 mm) aconteceu entre os dias 1º e 2 de setembro. E neste período, a temperatura ficou mais baixa, em torno dos 28°C. De lá pra cá, na maior parte dos dias houve tempo seco e a temperatura subiu naturalmente. Calor é acumulativo. Quanto maior for o espaçamento entre a chuva, maior será o calor. Então, nesta época do ano, como a chuva acontece de vez em quando, o calor é mais intenso. Já no verão, faz calor, mas não observamos extremos como nesta época do ano, porque a chuva acontece com mais frequência. Então, a temperatura começa a subir e rapidamente é derrubada pela chuva”, explicou Celso.

O que o produtor precisa saber para tomar suas decisões

O meteorologista resumiu a quais fatores o produtor precisa estar atento: a chuva inicial é mais espaçada e chove mais no Sul do Brasil, do que em São Paulo. No ano passado, houve mais regularidade de chuvas na primavera. Este ano, estão mais espaçadas. Diante deste quadro, o produtor tem que ter cautela para o plantio e manejo do campo em outubro, pelo menos nos primeiros 15 ou 20 dias. A partir de meados de outubro, as chuvas vão se tornar mais regulares.

O final da primavera e o início de verão têm mais chances de invernadas, ou seja, aqueles dias de tempo fechado e chuvoso, com temperatura mais baixa. Comparado com o ano passado, a expectativa é que seja um período menos seco. Para fevereiro de 2020, as simulações mostram um período seco um pouco mais longo.

A meteorologia observa que, a exemplo de todo ano, o que acontece são as alternâncias: se a situação está boa agora, com chuva retornando, é preciso tomar cuidado porque sempre haverá um momento em que  ela diminuirá. E o produtor tem que ir tentando adaptar-se aos períodos mais secos e aos mais chuvosos, mas prestando atenção para que a instalação da cultura não pegue estes períodos mais secos.

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