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Compostagem é alternativa para gestão de resíduos na propriedade

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Na publicação “Socicana Informa” do dia 15 de julho, falamos a respeito da gestão de resíduos na propriedade rural, uma prática que é prevista na legislação. Mencionamos também que uma das alternativas para o aproveitamento de resíduos orgânicos é a compostagem. A seguir saiba como realizar o processo.

COMPOSTAGEM O que usar para compostagem?

Para a compostagem, são utilizados resíduos de cozinha, como restos de alimentos, cascas de frutas, legumes, verduras, restos de capina, serragem e palha de cana. Depois de pronto, pode ser usado como adubo orgânico. Não utilize: gorduras animais, pois são de difícil decomposição, como também restos de carne, por atrair animais domésticos, e revistas e jornais, que são de decomposição mais lenta e podem ser reciclados.

Qual o melhor local para preparar o composto? O local deve ser reservado, próximo a um ponto de água, com espaço suficiente para  revirar a pilha, com terreno de boa drenagem. Inicialmente, deve-se revolver a terra com uma enxada antes de depositar a primeira camada de resíduos orgânicos no solo. Materiais básicos: pá, carrinho de mão, mangueira d’água, ancinho, enxada e um vergalhão de ferro. Se houver animais soltos na propriedade, é necessário cercar o local.

Como é feito o composto? Sobreponha os resíduos orgânicos, formando leiras. Alterne os diferentes tipos de resíduos em camadas com espessura em torno de 20 cm. Por exemplo, uma camada com restos de capina, outra com restos de cozinha, outra de serragem e depois outra com restos de comida novamente, assim sucessivamente até esgotar os resíduos. Ou seja, deve-se intercalar sempre as camadas de restos de cozinha e de plantas secas. O tempo que o processo pode levar depende do tipo de resíduos orgânicos utilizados.

Qual o tamanho da leira? A leira deve ter de 1,2 a 1,5 m de altura, 1,5 a 2 m de largura e comprimento de 2 a 4 m. Mas essas dimensões podem ser alteradas em função da quantidade de resíduos domésticos e do espaço disponível. Não é recomendado fazer leiras menores que 1,0 m3 (1,0 m de altura x 1,0 m de largura x 1,0 m de comprimento), o que dificulta a manutenção da temperatura ideal.

Qual a temperatura ideal do composto? O ideal é que no processo inicial de decomposição a temperatura fique em torno de 60°C. Com a decomposição dos materiais orgânicos, a temperatura vai caindo, e fica em torno de 40°C. Para controlar a temperatura pode-se introduzir barras de ferro até o centro do composto. Caso o calor seja suportável ao toque da mão, provavelmente se tem a temperatura ideal. Se a mão não suportar o toque, então é necessário revirar a leira. Se a barra de ferro estiver fria, não está ocorrendo a compostagem. Então, deve-se revirar o composto para promover aeração e reativação do processo de compostagem. Se o composto estiver seco, deve-se umedecê-lo uniformemente.

Quantas vezes é preciso revirar o composto? O reviramento ocorre quando se observar as barras de ferro frias ou muito quentes. Na dúvida, estabeleça uma rotina de reviramento semanal da leira.

O composto orgânico atrai insetos e animais?Durante a decomposição, o composto não deve atrair insetos nem soltar mau cheiro. Se isso ocorrer, basta revirá-lo mais vezes até que este problema desapareça.

Quais organismos são responsáveis pela decomposição? Fungos e bactérias, além de protozoários, minhocas, besouros, lacraias, formigas, aranhas etc.

Quando o composto está pronto?A compostagem leva de 9 a 16 semanas, dependendo do material, condições ambientais (no verão é mais rápido) e do cuidado no revolvimento constante e uniforme da leira. O composto está pronto quando, após o revolvimento da leira, a temperatura não mais aumentar. O material se apresentará com cor marrom escura, cheiro de bolor, homogêneo, sem restos vegetais. Somente neste ponto, poderá ser usado como adubo orgânico.

Ente em contato com s técnicos da Socicana para orientações. Fone: (16) 3251-9279.

Adaptação a partir de Artigo publicado pela Embrapa, de autoria dos pesquisadores Arlene Maria Gomes Oliveira, Adriana Maria de Aquino e Manoel Teixeira de Castro Neto. http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/128239/1/Compostagem-caseira-de-lixo-organico-domestico.pdf